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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O que é Yeshua Hamashia?

Yeshua Hamashia significa Jesus Cristo, o Messias?


 Yeshua é  um termo em aramaico, que era a língua falada por Jesus que deu origem a diversos idiomas falados até hoje. Os judeus, principalmente em Israel, ainda utilizam bastante a palavra.
 É possível encontrá-la no Novo Testamento porém, com uma ortografia diferente: Yeshu ha Notzri. Yeshua Hamashia também pode ser escrito em hebraico, que é a língua sagrada dos judeus, a grafia é exatamente a mesma do aramaico. 
O nome Yeshua é escrito também como Yehoshua, traduzido em português para Josué. Yeshua Hamashia também pode ser escrito como Yeshua Meshiach. A afirmação de que Yeshua é realmente o nome original de Jesus tem sido muito debatida, pois era muito utilizada nas civilizações antigas, incluindo os gregos. Existem registros históricos não bíblicos que provam que Jesus vivia em Israel, e falava aramaico.

Significado do Nome Jesus

Significado do Nome Jesus

Jesus: Significa "Deus é salvação", "Deus é auxílio" ou "Eternidade de Deus".
O nome Jesus é a versão em português do grego Iesous, que é uma adaptação do aramaico Yeshu'a, que por sua vez é a forma contraída do nome Yehoshu'a, que se traduz no português como Josué, Javé​ ou Jeová, equivalentes a Jesus em significado.
Jesus também tem origem do hebraico "YHVH", conhecido como um tetragrama inefável, que significa a "Eternidade de Deus", pois HVH é o infinitivo hebraico do verbo "ser", e o prefixo "Y", tem a função de levar os verbos hebraicos para o futuro. 
Jesus Cristo(Yeshua Hamashiach) é a figura central do Novo Testamento e a fonte da religião cristã. Segundo a Bíblia, Cristo é filho de Deus, que desceu à Terra para cumprir as profecias do Velho Testamento acerca do Messias.
E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.” (Mateus 1:21)
Na bíblia sagrada, o nome de Jesus Cristo apresenta muitas variações na escrita, dependendo da origem linguística que foi utilizada. O acróstico "IXOYE", por exemplo, teve origem a partir das iniciais das palavras gregas para "Jesus Cristo, Filho de Deus Salvador".
São suas variantes: Jesuíno, em português antigo; Jésua, em francês e Iesus, em latim.

TESTEMUNHAS DE YEHOSHUA

TESTEMUNHAS DE YEHOSHUA

Esequias Soares da Silva


 

História e doutrina

Um novo movimento está surgindo entre o povo, denominado Igrejas de Deus das Testemunhas de Iehoshua, conhecido também por Testemunhas de Iehoshua. Fizemos um levantamento sobre esta nova seita, pesquisamos seu material (algumas apostilas) e entrevistamos, via telefone, o fundador da nova religião. O movimento foi fundado em 1987, em Curitiba, PR, por Ivo Santos de Camargo. O fundador não possui formação teológica formal. Diz que estudou hebraico durante dois anos, após a suposta revelação.Atualmente dirige a Igreja, segundo ele, com cerca de 100 membros. Afirma que seu movimento está do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte.

O fundador afirma nunca pertencer a uma igreja evangélica, mas diz haver visitado algumas delas. Diz que recebeu uma revelação de Deus sobre a pronúncia exata do tetragrama (nome divino, as quatro consoantes [YHWH] e que esse nome é o mesmo do Salvador. Segundo o fundador, o nome "Jesus" é uma abominação, é o paganismo do catolicismo romano. O nome que veio do céu, diz, é Iehoshua. Afirma ainda "ser filho direto da revelação", portanto sua ordenação é direta com Deus. É contra a todas as igrejas evangélicas, admite que a salvação depende do conhecimento e da revelação do nome Iehoshua, e mesmo assim, dentro de sua organização religiosa.

Os adeptos do referido movimento, sob a orientação de seu fundador, negam a doutrina da Trindade, embora defenda a deidade absoluta de Jesus. É o sabelianismo modal, como a Igreja Local de Witness Lee e a Igreja Voz da Verdade, do conjunto musical de mesmo nome. São sabatistas, defendem a guarda do sábado, como os adventistas do sétimo dia. Defendem duas categorias de salvos, mais ou menos como as Testemunhas de Jeová: Os cristãos salvos vão para céu, exceto os judeus, assírios e egípcios, estes herdarão a terra. São exclusivistas como as demais seitas pseudo-cristãs.

Os adéptos da nova seita costumam visitar os templos evangélicos em grupos, para tumultuar o ambiente. Um membro do grupo pergunta ao pregador sobre Iehoshua e Jesus. É óbvio que dificilmente vai encontrar alguém que saiba hebraico, nem elas mesmas o sabem, são pedantes. Quando o pregador se embaraça os demais membros do grupo começam a gritar criando uma verdadeira balbúrdia no culto. São proselitistas. Estão preocupados em arrebanhar os cristãos evangélicos, pois são pescadores de aquários.

É uma seita inexpressiva e seus argumentos só podem convencer as pessoas mais simples e os incautos. Suas crenças são inconsistentes e de uma pobreza franciscana. É bom lembrar que C. T. Russell, fundador das Testemunhas de Jeová, começou com suas idéias subjetivas, posteriormente transformando suas ficções em "verdades", pelo processo de lavagem cerebral. Sua religião conta hoje com quase seis milhões de adeptos em todo o mundo. A Igreja do final do século passado e do início do século vinte subestimou o tal grupo. Com o trabalho ferrenho de casa em casa, aos poucos eles vão crescendo.

Se as igrejas da atualidade subestimarem a seita Testemunhas de Iehoshua, poderemos ter o mesmo problema no futuro, pois a mentira repetida vinte vezes se torna "verdade", como dizia Mussolini. Apesar das crenças dessas seitas serem ficções, doutrinas subjetivas, sem base bíblica, todavia elas estão fazendo proselitismo. O povo precisa saber que a crença delas é um combate contra o Cristianismo bíblico.

 

JESUS OU IEHOSHUA?

Origem do nome

O nome Jesus vem do hebraico (Yehoshua) — "Josué", que significa "Iavé é salvação". Josué era chamado de Oshea ben Num "Oséias filho de Num" (Nm 13.8; Dt 32.44). "Oshea" significa "salvação". Moisés mudou seu nome para Yehoshua ben Num "Josué filho de Num" (Nm 13.16).

A Septuaginta usou o nome (Iesus) para Yehoshua, portanto Iesus é a forma grega do nome Yehoshua, exceto I Cr 7.27, que transliterou por (Iousue) — "Josué". Depois do cativeiro de Babilônia, o nome Yehoshua era conhecido por (Yeshua). Em Neemias 8.17 Josué é chamado Yeshua ben NumYeshua é o nome hebraico para Jesus até hoje em Israel. Isso pode ser comprovado em qualquer exemplar do Novo Testamento hebraico.

O sumo sacerdote Josué, filho de Joazadaque, é chamado em hebraico simultaneamente de Yeshua (Ed 3.2, 8; 4.3; 5.2; Ne 7.7) e Yehoshua (Ag 1.1, 12, 14; 2.2, 4; Zc 3.1, 3, 6, 8, 9; 6.11). Embora nossas versões usem Jesua (Almeida Corrigida, Atualizada Contemporânea) Jesuá (Revisada) Jeshua (Brasileira), contudo a Septuaginta não faz essa distinção — Usa Iesus para ambos. Iesus é o nome do Messias, o nosso Salvador, registrado no Novo Testamento, que chegou para nossa língua como Jesus.

 

O NOME YEHOSHUA

O que as Testemunhas de Jeová fazem com o nome "Jeová", assim o fazem as Testemunhas de Yehoshua com relação ao Deus-Pai e ao Deus-Filho. O fundador disse que recebeu uma revelação de que a pronúncia correta do tetragrama não é Jeová, Javé, Iahweh e nem Yehovah, mas Iehoshua. Agora procuram justificar esta "descoberta" em Êx 23.20, 21, que diz: "Eis que eu envio um Anjo diante de ti, para que te guarde neste caminho e te leve ao lugar que te tenho aparelhado. Guarda-te diante dele, e ouve a sua voz, e não o provoques à ira; porque não perdoará a vossa rebelião; porque o meu nome está nele". Afirma que esse Anjo é Josué, com base na expressão: "o meu nome está nele". Como o nome "Josué" em hebraico é Yehoshua assim explica sua teoria.

Negando a doutrina bíblica da Trindade afirma que Iehoshua é o nome do Deus de Israel, revelado no Velho Testamento, e que esse nome é o mesmo do Messias, que deve ser invocado por "Iehoshua" e não por "Jesus". Segundo eles: "Jesus é o nome que os papas introduziram nas Sagradas Letras, blasfemando do nome que veio do céu". Em outra literatura diz: "No fim do III século da era cristã, quando o bispo Jerônimo traduziu as Escrituras para o latim, a língua oficial do império romano. Nesta ocasião o nome original IERROCHUA foi substituído pelo nome grego-romano <JESU> (IESOUS)".

É pena que essas vítimas estejam tão mal-informadas. Há textos do Novo Testamento anterior a data apresentada pela seita, que mostram que a infirmação dessas vítimas não é verdadeira. Por exemplo: Os papiros 45, 46 e 47, conhecidos como Chester Beatty, que se encontram atualmente no museu Beatty, em Dublin, Irlanda, são do início do terceiro século, e trazem a forma abreviada de (Iesus) — IS ou IC. Da mesma forma os Papiri Bodmeriani, 66, 75 e 76, que se encontra na Biblioteca Bodmer, em Geneve, Suiça. O papiro 75 contém os evangelhos de Lucas e João, é datado entre 175 e 225 AD. Esse argumento de que o nome Iesus é coisa de Jerônimo, no fim do século III não procede.

Ensinam que o Pai é Filho e o Filho é Pai: Doutrina sabelianista. Jesus disse: "E na vossa lei também está escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai, que me enviou" (Jo 8.17, 18). Essa passagen bíblica, por si só, destrói completamente o sabelianismo e qualquer doutrina unicista. Além disso, encontramos vezes, nios evangelhos, Jesus se dirigindo ao Pai como outra pessoa. Negam, como as Testemunhas de Jeová, a personalidade do Espírito Santo.

O primeiro problema dessa interpretação, para não dizer invenção, é que a pronúncia Yehoshua, não comporta no tetragrama. Diz o fundador do referido movimento: "Essa vocalização foi feita pelo ANJO, não por homens". Isso que a seita fez não é vocalização, pois as letras hebraicas (ayin) e (shin), que aparecem no nome Yehoshua são consoantes. O problema da pronúncia exata do tetragrama diz respeito meramente com as vogais, e o fundador acrescenta duas consoantes. As letras y (yiud), h (he) e w (vav) aparecem no nome Yehoshua, mas no tetragrama o he aparece duas vezes. O nome (Yehudah) "Judá" traz as quatro consoantes hdwhy, eliminando a letra dalet d fica o tetragrama hwhy. O nome "Judá", em hebraico, se aproxima mais do tetragrama que o nome de "IEHOSHUA". Nem com uma camisa-de-força seria possível ser essa a pronúncia exata do tetragrama, é impossível tal pronúncia. Yehoshua não é o nome do Deus de Israel e nem de seu Filho Jesus, mas o nome de dois personagens que são figuras de Cristo: Josué filho de Num e Josué filho de Jozadaque.

 

O misterioso anjo

Por que o referido Anjo deveria se Josué, segundo a seita? Alegam esses adeptos que isso é pelo fato de o texto afirmar: "o meu nome está nele". A Bíblia diz que Deus pôs o seu nome sobre os filhos de Israel (Nm 6.27); sobre o Templo de Jerusalém (II Cr 7.15); sobre a cidade Santa e assim por diante. Por que só nessa passagem os adeptos de Ivo dos Santos Camargo afirmam que esse Anjo é Josué? Assim, essa expressão "o meu nome está nele" não justitica a teoria das Testemunhas de Iehoshua.

O Anjo nesta passagem é um ser sobrenatural que haveria de proteger Israel até a total extinção dos amorreus, heteus, ferezeus, cananeus, heveus e jebuseus (Êx 23.23). A fortaleza dos jebuseus só foi conquistada por Davi, mais de 350 anos depois da morte de Josué (2 Sm 5.6-9). Logo esse anjo não pode ser Josué.

Deus se manifestou como anjo diversas vezes. Esse misterioso Anjo aparece a Agar, no relato do nascimento de Ismael (Gn 16.7-13). No v. 10 o Anjo diz: "Multiplicarei sobremaneira a tua semente". No v. 13 "E Ela chamou o nome do SENHOR, que com ela falava: Tu és o Deus da vista". Quem falava com ela era Deus ou o Anjo? Da mesma forma, encontramos na teofania do sarçal ardente: "E apareceu-lhe o Anjo do Senhor em uma chama de fogo... e vendo o SENHOR que se virava... bradou Deus... Eu sou o Deus de teu pai... (Êx 3.2, 4, 6). Ora, quem apareceu a Moisés foi Deus ou o seu Anjo? Como se explica isso Esse Anjo, que além de apresentar atributos divinos, diz explicitamente que é Deus. Ele é o Messias pré-encarnado, portanto, o próprio Deus. É esse o significado de "o meu nome está nele". (Êx 23.21). O próprio Josué teve um encontro com esse Anjo (Js 5.13-15).

Assim fica claro que Yehoshua é um nome e o tetragrama é outro. O que nos espanta é o fato de alguém afirmar de maneira aleatória que "isso é aquilo" sem sustentação alguma baseado exclusivamente no subjetivismo e em cima disso criar uma religião. O pior de tudo isso é que ainda consegue adeptos!

 

Algumas supostas objeções

Questão da letra j. Diz o fundador das Testemunhas de Iehoshua que o nome correto de nosso Salvador não pode ser "Jesus" por não existe a letra j na língua hebraica. Esse argumento é de uma pobreza franciscana! É verdade que o j não existe no hebraico, grego e latim. No hebraico a letra y yud representante tanto o som vogal i como a consoante y. O mesmo acontecia com o latim com as letras u. O emprego das letras v para representar u consonânticos ocorreu na época do Renascimento, e difundido por Pierre de la Ramée. Por isso lemos Jerusalém, e não Yerushalayim; Jeremias, e não Yeremiahu; Jonas, e não Yonah; Joaquim, e não Yehoiacin; e assim por diante. 

O número 666. 
Alegam que a expressão "Jesus Cristo Filho de Deus" equivale ao número 666, isso para consubstanciar sua teoria de que o nome "Jesus" é satânico. Antes de tudo, convém salientar que, com um pouco de criatividade, é possível tomar o nome de qualquer personagem e adaptar com seus títulos selecionados até que se chegue ao número 666. Isso é possível fazer com o nome do próprio líder do movimento Testemunhas de Iehoshua. Quando se quer rotular alguém de 666 há muitas maneiras de fazê-lo. Se não funcionar em caracteres latinos, pode-se usar caracteres hebraicos. Se um título não encaixar, substitui por outro, ou adiciona mais um adjetivo. Se mesmo assim não for possível, basta criar cálculos cabalísticos. Esse artifício das Testemunhas de Iehoshua só convence quem prefere trevas à luz.

Outro ponto importante é que não existe na Bíblia a expressão "Jesus Cristo Filho de Deus". Essa construção não é bíblica. A Bíblia ensina inúmeras vezes que Jesus é o Filho de Deus, mas não com essa construção. Colocar essa construção em latim para depois adaptar ao número 666 é um artifício maligno para atacar o cristianismo bíblico.

Nome não se traduz.
 É verdade que nome não se traduz, mas se translitera conforme a índole de cada língua. Os nomes Eva, David e outros que levam a letra w wav, "v" em hebraico aparecem como EuaDauid, nos textos gregos. No grego moderno a letra b beta b na antigüidade", hoje é v. Hoje se escreve Dabid para David e Eba para Eva.
Há nomes que permanecem inalteráveis em outras línguas, mas não são todos. O nome "João", por exemplo é Yohanan, em hebraico; Ioannes, em grego; John, em inglês; Jean, em francês; Giovani, em italiano, Juan, em espanhol; Johannes, em alemão. Jacó, em hebraico é Yaakov; Iakobo (Tiago), em grego; Jacques, em francês; Giácomo, em italiano; Jacob, em inglês. Há nomes que mudam substancialmente de uma língua para outra. Eliazar, em hebraico, é Lázaro em grego. Elisabete é a forma hebraica do nome grego Isabel. O argumento, portanto, de o nome deve ser preservado na forma original, em todas as línguas é inconsistente, sem apoio bíblico.

Iesus. 
Alegam que o nome Iesus é uma zombaria do nome de Deus, pois sUs (sus) significa "cavalo" em hebraico. Esse argumento é um insulto à inteligência humana, porque Iesus é nome grego e sus é hebraico. O nome Iesus é a forma grega do nome hebraico Ieshua. Segundo O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, o "s" foi acrescido para facilitar a declinação: "Iesus é a forma gr. Do antigo nome judaico Yesua, forma esta que se obtém mediante a transcrição do heb., acrescentando-se um -s para facilitar a declinação".
 "Cavalo", em grego, é hyppos, e não sus.

 

OS DISSIDENTES E SUAS CRENÇAS

Apesar de o movimento ser tão novo, já saiu outro grupo dele. Os dissidentes do movimento, que também se identificam como Testemunhas de Iehoshua, defendem os mesmos princípios do fundador, indo mais além: Negam a autoridade do evangelho de Mateus; ser Jesus o Filho de Deus, dizem que Jesus é filho de José e Maria, negando o nascimento virginal de Jesus, alegam que só após a ressurreição ele "tornou-se" Filho de Deus.

 

Filho de Deus

Os dissidentes das Testemunhas de Iehoshua catalogam todas as passagens bíblicas que revelam a linhagem humana de Jesus para questionar a sua filiação divina. Isso para consubstanciar a sua doutrina de que Jesus tornou-se Filho de Deus pela sua ressurreição, e citam para isso Romanos 1.4. Onde eles citam tais passagens, deveriam acrescentar as passagens bíblicas que provam ser Jesus o Filho de Deus, mesmo durante o seu ministério terreno, portanto, antes de sua morte e ressurreição, mas isso não o fazem.

A fé cristã nos obriga a crer que Jesus é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem. Jesus possuía duas naturezas: Humana e divina. A Bíblia está repleta de passagens que mostram o lado humano de Jesus, tanto nas características: Nasceu, cresceu, sentiu fome, sede, cansaço, sono etc., bem como a sua origem humana, traçada desde a genealogia. Isso, em nada neutraliza o lado divino e a sua filiação divina. Disse o apóstolo João: "Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus" (1 João 4.15). "Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?" (1 João 5.5). "Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê, mentiroso o fez; porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu"(1 João 5.10).

 

O evangelho de Mateus

Eles recusam o evangelho de Mateus chamando-o de "Evangelho Duvidoso", pois se diz que foi escrito originalmente escrito em hebraico e depois traduzido para o grego. Nessa tradução, segundo eles, o texto foi corrompido. Alegam que é o único dos evangelhos que tem o batismo em nome da Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo (Mateus 28.19); permissão para o divórcio (Mateus 19.9) salvação pelas obras (Mateus 25.34-36); substancia o papado (Mateus 16.16-19); considera o nascimento virginal de Jesus cumprimento de Isaías 7.14.

Só pelo fato de este grupo rejeitar o Evangelho de Mateus já tem o repúdio dos cristãos. Não é um grupo de pessoas obscuras e de conhecimento bíblico duvidoso que vai por em xeque uma obra que passou por escrutínio da mais alta erudição durante esses vinte séculos de cristianismo. Seus argumentos são artificiais e inconsistentes.

Ainda não está confirmado que Mateus escreveu o seu evangelho em hebraico ou aramaico. Apesar dos fortes testemunhos da patrística, desde o segundo século, contudo, nada há no conteúdo deste evangelho que confirme essa versão. Antes, o contrário, a expressão encontrada nele: "Que traduzido é: Deus conosco" (Mateus 1.23) mostra que não haveria necessidade de se traduzir o significado de "Emanuel", uma vez que o texto já está em hebraico. Outro ponto interessante, é que há duas formas gregas de se escrever o nome" Jerusalém": Jierosovluma, (Ierosolyma) — grega e jIerousalhv;m(Ierusalem) — hebraica. Mateus usa a forma grega, o que seria estranho para uma obra escrita originalmente em hebraico.

 

"Eis que uma virgem conceberá"

"Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel" (Isaías 7.14).

O substantivo hebraico para "virgem" usado nesta passagem é (almah)Isto tem dado espaço para intermináveis controvérsias, principalmente por eruditos judeus e por teólogos "cristãos" modernistas, na tentativa de neutralizar a doutrina do nascimento virginal de Jesus. Alguns afirmam que a palavra mais apropriada para "virgem" seria (b'tulah) e com isso querem dissociar Mateus 1.23 de Isaías 7.14. Nessa linha estão também os dissidentes iehoshuolitas.

A palavra b'tulah aparece 51 vezes no Velho Testamento hebraico e é traduzida 44 vezes por (parthenos), na SeptuagintaEla pode se aplicar a uma mulher casada (Jl 1.8) o que não ocorre com o substantivo almah, que só se aplica a mulher solteira. W. E. Vine, com base em Joel 1.8, diz que b'tulah nos textos aramaicos tardios era aplicada a uma mulher casada. Isso, portanto, segundo Vine, traria muita confusão: "Não ficaríamos sabendo o que era exatamente o que tinha em mente. Estava se referindo a uma que era verdadeiramente virgem, ou uma que estava desposada, ou uma que já havia conhecido marido? À luz destas considerações, parece que a eleição da palavra almah foi deliberada. Parece que é a única palavra hebraica disponível que indicaria com clareza que aquela a que ele designa não estava casada".

O substantivo almah aparece 9 vezes no Velho Testamento hebraico (Gn 24.43; Êx 2.8; 1 Cr 15.20; Sl 46 (título, pois a palavra hebraica alamoth é plural de almah); 68.25; Pv 30.19; Ct 1.3; 6.8; Is 7.14). Em dois lugares a Septuaginta traduziu por parthenos, que significa "virgem" (Gn 24.43; Is 7.14). A mesma Rebeca que é chamada "virgem, [b'tulah, em hebraico] a quem varão não havia conhecido", no v. 16 desse mesmo capítulo, é chama de almah. A Septuaginta foi traduzida antes do nascimento de Jesus (285 a. C., segundo Josefo e a carta de Aristéia). Há muitas controvérsias quanto a essa data. Qualquer que seja, o certo é que foi antes do nascimento de Jesus. A tradução foi feita por rabinos, portanto, entendiam que almah em Isaías 7.14 se tratava de uma "virgem". Assim era o significado dessa palavra na época.

É muito suspeito que só depois do surgimento do cristianismo que os judeus procuraram reavaliar o significado dessa palavra. As versões gregas do Velho Testamento, que vieram após o cristianismo substituíram parthenos por neanis "jovem". Áquila era judeu e discípulo do rabino Akiva (morto em 132 AD). A outra versão é a de Teodócio, apóstata do cristianismo, que voltou ao judaísmo (final do segundo século AD); e finalmente a de Símaco, que era ebionita (seita judaica que negava a divindade de Cristo) preparada em 170 AD.

Diz o Dr. Aage Bentzen, nada ortodoxo, contra a nossa linha conservadora, mas admite que parthenos veio dos próprios judeus: "Contra a Igreja os judeus sustentavam que Is 7.14 não fala de uma `virgem' (parthenos), mas de uma `mulher jovem' (neanis). Os cristãos respondiam acertadamente que a tradução parthenos provém de tradutores judeus". Até hoje, para fazer frente contra o nascimento virginal de Jesus, os judeus, em Israel usam almah para "senhorita".

Há quem diga que o contexto do Velho Testamento não fornece luz suficiente para o significado de "virgem", contudo, muitos eruditos afirmam o contrário. Gerard Van Groningen cita cinco autoridades no assunto sobre a palavra ugarítica galmatu encontrada nos documentos de Ras Shamra. Uma dessas autoridades, H. Wolf, em sua obra Interpreting and Glory of the Messiah, p. 450, diz: "Nos três lugares onde glmt, o equivalente exato de almah, é usado, ele refere-se a uma jovem procurada para casamento".

Gerard Van Groningen apresenta a seguinte conclusão: "Um exame dos materiais disponíveis a estudiosos e peritos, como indicado acima, leva-nos à segura conclusão de que, com base no uso do termo tanto em hebraico quanto em ugarítico o termo almah deve ser traduzido por `virgem'. A Septuaginta dá pleno apoio a isto e o testemunho do Novo Testamento (Mt 1.23) dá a palavra final. Isaías disse e pretendeu dizer virgem".

 

A Trindade

Tanto as Testemunhas de Iehoshua como seus dissidentes, ambos negam a Trindade, como é característica das seitas. Segundo Jo 17.3, a doutrina de Deus é uma questão de vida ou morte. Jesus classificou o assunto como o primeiro de todos os mandamentos (Mc 12.29).

O nome "Deus" é polissêmico na Bíblia. Aparece com referência ao Pai sozinho, como Deus verdadeiro e absoluto (Fp 2.11), em Jo 1.1: "...e o Verbo estava com Deus..."; com referência ao Filho, como sendo Deus absoluto, com toda a sua plenitude (I Jo 5.20; Cl 2.9; e na terceira parte de Jo 1.1: "...e o Verbo era Deus". Da mesma forma com relação ao Espírito Santo (At 5.3-4); e muitas vezes esse termo "Deus" se aplica à Trindade (I Co 15.28; Mc 12.32). O mesmo acontece com o tegragrama hwhy (YHWH) "YAHWEH", ou "SENHOR", conforme nossas versões do Velho Testamento. Refere-se ao Pai (Sl 110.1), ao Filho (Jr 23.5-6), ao Espírito Santo (II Sm 23.2-3), e à Trindade (Dt 6.4; Sl 83.18).

A Bíblia ensina que cada uma destas pessoas é Deus absoluto em toda a sua plenitude. Contudo não ensina um triteísmo, pois enfatiza a existência de um só Deus. A Trindade, portanto, é a união de três Pessoas distintas em uma só Divindade, e não em uma só Pessoa, pois a unidade de Deus é composta e não absoluta.

Os dissidentes do movimento de Ivo dos Santos Camargo, além de negarem a Trindade, recusam aceitar a autoridade do evangelho de Mateus. A Trindade está em toda a Bíblia e não meramente em Mateus. Nenhum cristão está autorizado a rejeitar certos livros da Bíblia pelas suas peculiaridades. O fato de Mateus ser o único a registrar a fórmula batismal não significa que o texto seja espúrio, pois cada livro da Bíblia sem as suas peculiaridades. Marcos foi o único registrou o moço desnudo que fugiu por ocasião de prisão de Jesus (Marcos 14.51, 52). Lucas foi o único que registrou a origem de João Batista, a infância de Jesus, a parábola do filho pródigo, as passagens do Rico e Lázaro e do Bom Samaritano. João foi o único que registrou o milagre de Caná da Galiléia, transformando água em vinho, a ressurreição de Lázaro, o lava pés etc. Isso, por si só, destrói completamente o interpretação das Testemunhas de Iehoshua.

Quanto à salvação pelas obras, convém salientar que a passagem de Mateus 25.34-36 não diz respeito à salvação. O texto fala do julgamento das nações. O divórcio não é peculiaridade de Mateus, Paulo também admitia o divórcio em certas circunstâncias (I Co 7.10-15). O nascimento virginal de Jesus é também confirmado em Lucas 1.34 "Então Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, uma vez que não conheço varão?"

 

Conclusão

Ultimamente tem havido inúmeras inovações no meio do povo de Deus. Tanto fora da Igreja como no seio dela surgem as heresias. O apóstolo Paulo disse que Deus permite que isso aconteça para provar os fiéis (1 Co 11.19). É verdade que cada ser humano tem a liberdade pensamento e de expressão. Tem o direito de expressar seus pensamentos por mais exóticos que sejam. Causa-nos estranheza o fato de esses agentes dessas idéias excêntricas encontrarem adeptos, acharem quem acredite nessas invenções.

Os fundadores de seitas costumam dizer que receberam revelação direta de Deus. Geralmente essas revelações contradizem a Bíblia. Seus adeptos, muitas vezes, deixam a Bíblia para seguirem seus líderes. Isso aconteceu com Joseph Smith Jr, fundador do mormonismo; William Miller, depois Ellen Gould White, com o adventismo do sétimo dia; Charles Taze Russell, fundador das Testemunhas de Jeová; etc., e agora Ivo dos Santos Camargo, com as Testemunhas de Iehoshua.

Todo líder que procura impor uma inovação com base em suas supostas revelações, como doutrina básica de sua religião, deve ser rejeitado. A dona Valnice Milhomens resolveu defender a guarda do sábado porque, segundo ela, recebeu essa "iluminação" quando estava visitando Israel. Agora se insurge contra a ortodoxia cristã. Ainda que, no seu caso, não seja propriamente uma inovação, mas um retrocesso, pois os adventistas do sétimo dia já vem defendendo essa doutrina desde os dias da Sra. Ellen Gould White.

O nosso alerta às igrejas se encontra no apóstolo Paulo: "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem" (I Tm 4.16).



Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).

Os propósitos iranianos vão fracassar




Em Outubro de 2005, o presidente iraniano -Mahmoud Armadinejad - fez um discurso na conferência “World Without Sionism”, no qual concordou com a declaração do Ayatolá Komeini de que a nação de Israel “deveria ser riscada do mapa”. Alguns tradutores disseram queAhmadinejad estava, de fato, referindo-se ao“regime ocupando Jerusalém” e não a toda a terra de Israel. Eles afirmaram que Ahmadinejad não estava se referindo a uma ação militar [contra Israel].
Contudo, Jeffrey    Goldberg, ao escrever para uma coluna do “Atlantic” (1), colocou algumas citações de Ahmadinejad: “Julguem vocês mesmos o que ele espera que aconteça a Israel… Temos aqui algumas das suas citações”:
‘Nós testemunharemos a destruição deste regime, num futuro próximo, graças aos esforços de todos os lutadores palestinos e libaneses … “[Israel] chegou o fim de sua função e logo vai desaparecer do território geográfico…. Com respeito às suas ambições nucleares,  o Irã diz que está enriquecendo o urânio somente para fins pacíficos (embora ele esconda esse programa de enriquecimento há oito anos). Mas, recentemente, a esposa de  um cientista nuclear, recentemente assassinado, contou que o objetivo principal do seu marido era aniquilar Israel”.
Mustafá Ahmadi Roshan, diretor do departamento comercial, no programa de enriquecimento do urânio, no Irã, foi morto por um carro bomba, no início de janeiro.
Se Ahmadinejad pretende “varrer Israel do mapa”,certamente o  seu plano vai fracassar, por duas razões:
A primeira razão é histórica – Todos os esforços anteriores para “varrer” o povo judeu fracassaram.
Todos nós sabemos o que aconteceu ao Faraó [do Egito] e ao seu exército, quando tentaram perseguir os israelitas pelo Mar Vermelho.
Em  167 a .C., Antíoco  Epifânio  proibiu as práticas religiosas dos judeus e ordenou que porcos fossem sacrificados a Zeus, no Templo. Isso desencadeou a revolta, na qual os Macabeus recapturaram Jerusalém e rededicaram o Templo (por isso, eles celebram oHannukah  ouFesta da Dedicação (João 10:22-23).Acréscimo de Flaviano Filho].Ao saber disso, Epifânioadoeceu de tristeza e caiu de cama, tendo ali ficado por muitos dias, sujeito a profunda depressão, até que descobriu que estava morrendo. (2).  
Hitler se suicidou, quando verificou que havia perdido a guerra e que a sua “solução final” havia fracassado. Em discurso feito em 1944, ele havia declarado que se os nazistas fossem derrotados, o povo judeu poderia celebrar o seu segundo “Purim” (3).  
Agora, quando está chegando mais um “Purim” para nós [judeus], (Março 7-8), não devemos nos esquecer deHamã, o qual também pretendeu exterminar o nosso povo, no século V a.C., na Pérsia.
Quando um judeu chamado Mordecai recusou ajoelhar-se diante de Hamã, ele decidiu que não era suficiente destruir apenas Mordecai, mas todos os judeus do reino. Contudo, a prima de Mordecai, uma judia chamada Ester, tornou-se a rainha do reino e apelou ao rei, no sentido de anular os malignos planos de Hamã. Numa das grandes ironias da história, o rei mandou enforcar Hamã na forca que ele havia preparado para Mordecai, ao qual foi dada a posição de Hamã, no reino.
segunda razão para o fracasso de Ahmadinejadestá nas promessas de Deus feitas ao Seu povo, conforme as Escrituras hebraicas, em Gênesis 12:3: “E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra”.
Quanto à maldição do livro de registros, pensem noFaraó, em Antíoco, em Hitler e  em Hamã.
O  profeta Zacarias escreveu: “Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos: Depois da glória ele me enviou às nações que vos despojaram; porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho”. (Zacarias 2:8). Temos aqui uma grande promessa.
Em Jeremias 31.35-36, lemos: “Assim diz o SENHOR, que dá o sol para luz do dia, e as ordenanças da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, bramando as suas ondas; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas ordenanças de diante de mim, diz o SENHOR, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre”.   
O profeta Ezequiel predisse que Deus iria restaurar o povo judeu à sua terra: “Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu tomarei os filhos de Israel dentre os gentios, para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes, e os levarei à sua terra”.        
Em 1948, Israel se tornou, novamente, uma nação! Os ataques contra Israel vão prosseguir, mas Deus vai preservar o Seu povo.
O salmista escreveu no Salmo 2:1-8“Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o SENHOR e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas. Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles. Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os turbará. Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião.
Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão”.
Quem é o “ungido” (Messias), rei de Israel e o “filho” de quem o salmista fala? (verso 2).
Ele é  “Yeshua” (Jesus). O “Purim”, no qual Deus resgatou o nosso povo, é um ótimo tempo para todos vocês experimentarem o plano do livramento individual, dopecado e da morte eterna.
Jesus disse: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.” (João 5:24). Em João 14:6: “… Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”.
Em João 3:36: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”.
Bibliografia:
1. Jeffrey Goldberg, “Questions About Ahmadinejad’s Famous .Quote”.
2. I Macabeus 6:8-9.
Traduzido e adaptado por Mary Schultze, em 08/03/2012. – Fonte: JEWES FOR JESUS

O Diabo tem ou tinha o poder da morte ?


Por favor, tenho uma dúvida .

A ARA DIZ:Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que TEM o poder da morte, a saber, o diabo. Hb 2.14 .


ARC DIZ: E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que, pela morte, aniquilasse o que TINHA o império da morte, isto é, o diabo. Hb 2.14 .

ARA diz que Diabo tem o poder da morte,mas ARC diz que ele tinha.Qual versão está de acordo com original grego?

Muito obrigado


 RESPOSTA


Caro
Em primeiro lugar, gostaria de colocar as duas traduções ou edições de Almeida na ordem temporal correta. Como a Revista e Corrigida é mais antiga, a ordem precisa ser, primeiro Corrigida, depois Atualizada. A Corrigida é o texto de Almeida de mais de duzentos anos atrás. A Atualizada é a revisão feita, no Brasil, em 1950, por aí. Isto significa que Almeida trazia, originalmente, em Hebreus 2.14, o que ainda aparece na Revista e Corrigida (o diabo tinha o poder da morte). Na Atualizada, em meados do século XX, entendeu-se que era necessário mudar a tradução. Por quê? Vamos ao exame do grego. Ali aparece o que, em gramática grega, se chama um particípio presente do verbo “ter”. Seria algo como “tendo” ou “o que tem”. Portanto, literalmente está escrito um presente, justificando a tradução da Revista e Atualizada. De onde vem, então, o “tinha”, em “o diabo, que tinha o império da morte”?  Digo de saída que esta é uma tradução antiga: já aparece assim na Vulgata latina, também na tradução de Lutero e na King James, em inglês, que é de 1611. Acontece que, em grego, aquele particípio, mesmo sendo presente, não traz embutida a noção de tempo (presente, passado ou futuro). (O particípio expressa mais um tipo de ação: momentânea, contínua, etc. O presente dá a ideia de algo que é contínuo...) A noção de tempo (se é presente, passado ou futuro), no caso de um particípio grego, é derivada mais do contexto. Portanto, do ponto de vista linguístico, daria para traduzir do jeito que aparece na Corrigida. Por que faríamos isto? Apenas se o contexto nos levasse a isso. No fundo, trata-se de uma questão teológica (e não tanto linguística ou gramatical): o Diabo tinha o poder da morte ou ainda tem? À luz da obra de Cristo, dá para dizer que ele “tinha” esse poder. Mas, como a morte ainda é uma realidade (não estamos no céu!), dá para dizer que o Diabo ainda tem o poder da morte. Portanto, as duas afirmações estão, em si, corretas ou são aceitáveis, do ponto de vista teológico.
Como ficamos, então? Tem um princípio de tradução que diz assim: Em caso de dúvida, faça uma tradução o mais literal possível. Me parece que é isso que faz a Revista e Atualizada. Como lá aparece um particípio do presente, traduziu por uma forma do presente: aquele que tem. A maioria das traduções faz o mesmo. Em português, por exemplo, a Nova Tradução na Linguagem de Hoje e a Nova Versão Internacional traduzem do mesmo jeito da Revista e Atualizada: aquele que tem o poder da morte.
Forte abraço em Cristo!

Qual é tradução Apocalipse 13:8 ?




Gostaria de trazer a vocês uma questão de tradução que parece ser muito relevante e influencia bastante a teologia reformada sobre quando a Igreja de Cristo foi formada. Segue abaixo a questão que enviei por e-mail:

Estava estudando uma passagem das Escrituras e pesquisando algumas traduções referentes a Apocalipse 13:8 percebi algumas diferenças na ordem as palavras que altera significativamente o significado da mesma.

Em todas as versões de Almeida e na King James encontra-se:

E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.(Apocalipse 13:8)

Em outras traduções como a Sociedade Bíblica Britânica, Versão Católica, Versão Darby, American Standard Version, NTLH e Versão Brasileira a ordem na frase é diferente onde fundação do mundo não se refere ao cordeiro mas sim aos não salvos conforme se vê abaixo:

Todos os habitantes da terra a adorarão, aqueles cujos nomes desde o princípio do mundo não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto - Versão Brasileira - https://www.bible.com/pt-BR/bible/277/rev.13.tb10 

Uma leitura comparativa com Apocalipse 17:8 se harmoniza melhor logicamente com a segunda opção de tradução de Apocalipse 13:8 onde se lê:

A besta que viste era, e já não é, e ela há de subir do abismo e vai-se para a perdição. Os habitantes da terra, cujos nomes não estão escritos no livro da vida desde o princípio do mundo, se admirarão, vendo a besta que era e que já não é e que virá.
Apocalipse 17:8

Veja que esta tradução é igual em todas as outras, só ocorre diferença em Ap. 13:8.

A tradução de Almeida e da King James neste caso é muito importante para a teologia reformada que defende que a Igreja sempre existiu desde a fundação do mundo e não à partir de Pentecostes, pois Cristo foi morto desde antes da fundação do mundo e portanto a Igreja de Cristo sempre existiu desde antes da fundação do mundo. 

Os reformados sempre invocam Ap. 13.8 para confirmar esta teoria. Partindo da premissa de que Deus habita o tempo Kayrós e os humanos o tempo Chronos, de que fora do tempo humano Deus já realizou a sua obra de redenção e que isso é incompreensível para nós.

A segunda tradução derruba essa teoria. 

Eu não tenho conhecimento para traduzir um texto à partir do original pra saber qual é a mais correta. Li vários artigos sobre questões do original e daí o motivo de eu lhe escrever isto. 

Gostaria de saber se vocês tem alguma opinião formada sobre este assunto, se já viram esta diferença entre estas traduções e qual vocês acham que seria a tradução mais correra e por que?


Obrigado desde já

RESPOSTA 

De fato, existe uma diferença de tradução entre a Nova Tradução na Linguagem de Hoje e Almeida Revista e Atualizada e Nova Versão Internacional.  Se consultarmos mais traduções, vemos que a Tradução Brasileira, também da Sociedade Bíblica do Brasil, feita nos idos de 1917, já antecipa o que está na NTLH, pois diz: “aqueles cujos nomes desde o princípio do mundo não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto”.

Se a gente examina o original grego, nota que, de fato, a expressão “desde a fundação do mundo” aparece no final, depois de “Cordeiro que foi morto”. Acontece, porém, que, em grego, é possível deslocar uma expressão como aquela, sem que ela se conecte diretamente com o que vem antes. Assim sendo, ela pode se conectar com alguma coisa que vem mais cedo, no texto. Esta é a interpretação favorecida na Tradução Brasileira e na NTLH. Elas conectam ou ligam esse “desde a fundação do mundo” com o ato de escrever.  NVI e Almeida ligam ao que vem imediatamente antes, isto é, a morte do Cordeiro. Existe, portanto, uma ambiguidade, ou seja, o texto pode ser lido de duas maneiras, e isto se reflete na diferença entre as traduções. (Como se pode ver, em muitos momentos, duas ou mais traduções de um mesmo texto são possíveis. Daí é preciso ter razões para traduzir “assim ou assado”. Almeida traduz ao pé da letra; NTLH traduz pelo significado, levando em conta o contexto.)

Quem está com a razão? Se, como acreditamos ser verdade, a Escritura interpreta a Escritura, podemos apelar para um texto um pouco mais adiante, no mesmo Apocalipse, capítulo 17, versículo 8, onde ocorre uma formulação semelhante. Lá (em Apocalipse 17.8), fica claro que se trata de nomes escritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo. É por este motivo que traduções como NTLH puxam aquele “desde a fundação do mundo” para a frente. Isso resulta num sentido mais natural, num texto que traz “menos novidades” (como é esse dado novo de que o Cordeiro teria sido morto desde a fundação do mundo, embora isso possa ser entendido como “a morte dele estava marcada desde o começo dos tempos”).
Em termos doutrinários (eleição, etc.), temos a felicidade de não precisarmos depender de apenas um texto. Deus, em sua bondade, nos deu vários textos sobre um mesmo tema. (E, quando temos apenas um texto, como ocorre por vezes – veja-se a questão do milênio, em Apocalipse 20, que é um texto único sobre o assunto – precisamos de cautela naquilo que afirmamos.) Essa questão de que Deus nos escolheu, em Cristo, antes da fundação do mundo aparece com clareza em Efésios 1.4.
Espero que isto ajude.

1JO 5:7 está nos originais da Novo Testamento ?


DOCUMENTOS QUE CONTÉM 1JO 5:7, FAZEM MENÇÃO A ESSE TEXTO, OU PODEM SER DEDUZIDOS COMO CONTENDO O TEXTO:

1) 130DC - Tradução Velha Latina (Esta é a data inicial da circulação da tradução para o latim. Não temos disponíveis manuscritos desta data, mas temos a segunda geração destes, do séc V, os quais possuem 1Jo 5:7, NO CORPO PRINCIPAL, E NÃO NA MARGEM, isso é forte evidência que a primeira geração da Velha Latina, da qual foram copiados estes manuscritos, já tinha o texto, e destrói a ridícula teoria de que a Comma surgiu de uma anotação na margem de alguma cópia da Velha Latina por Cipriano ou Tertuliano, porque eles viveram depois da primeira geração da Velha Latina).
2) 150DC - Tradução Peshita Siríaca (Esta é a data inicial de circulação desta tradução para o siríaco. Não temos disponíveis manuscritos desta data, mas é a mesma situação da Velha Latina, há manuscritos de segunda geração com a comma).

30)180DC - Citação de Clemente Alexandrino. "Clemens Alexandrinus has a manifest reference to the verse and its context: "Pan rema istatai epi duo kai trion marturon, epi Patros, kai Uion, kai Agioun Pneumatos. Eph on marturon kai bonthon ai entolai legomenai phulassestai ophelousi." "Every promise is valid before two or three witnesses, before the Father and the Son and the Holy Spirit before whom, as witnesses and helpers, what are called the commandments ought to be kept". This passage was first pointed out by Bengelius, and lately alleged by Dr. Burgess." -www.1john57.com.


Eu gostaria de saber se essa informação procede.



REPOSTA

Caro 

esta é uma tentativa desesperada de encontrar algum suporte textual para o Comma Ioanneum. Alguns desses dados citados aparecem no aparato crítico (pé da página) de edições eruditas, como o Nestle-Aland. São manuscritos latinos (l, r) que são do sexto século. Nenhum manuscrito grego anterior ao oitavo século conhece esse texto. (Sugiro a leitura de Variantes Textuais do Novo Testamento Grego, publicado pela SBB.) 
Note que há um exercício de dedução. Supõe-se que esses documentos ou essas cópias posteriores reflitam um texto mais antigo. Quem precisa de algum suporte recorre a esse tipo de argumento, mas é algo que não se sustenta. Não vale como evidência, pois é suposição. 
Quanto ao texto de Clemente de Alexandria, a única semelhança é o fato de ele falar sobre três testemunhas e citar o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Isto poderia ser um reflexo de 1Jo 5. No entanto, note que no texto de João aparece "o Verbo", e não "o Filho". E, mais uma vez, deduz-se que Clemente esteja se referindo ao texto. Mas há tantas referências ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo no Novo Testamento (Mt 28, por exemplo), que não se pode afirmar que Clemente tenha um suposto texto de 1Jo 5.7 em mente. 
Sou suspeito para falar, pois entendo que este é um problema textual que tem a solução mais simples de todas: essa forma expandida do texto não tem nenhuma chance de ser original. Os teólogos do quarto século (de fala grega!) que discutiram -- e muito -- a questão da Trindade, nunca citam esse texto, que teria sido de muita ajuda. Isto aponta para o fato de que esse texto (ainda) não existia. 
Abraço 

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