ANUNCIE O EVANGELHO DA SALVAÇÃO!

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Aproximadamente, Três pessoas morrem a cada segundo, 180 a cada minuto, desde que você começou a ler esse texto "mais de 2000 pessoas partiram para a eternidade"! Um acidente de automóvel. . . Um ataque do coração. . . Ou mesmo uma morte por velhice. Será que todas elas ouviram a verdade da salvação?

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Exegese de Isaías 7.14

 Exegese de Isaías 7.14

Exegese do capitulo 7.14 de Isaías:
Em Isaías 7.14 vemos uma das profecias mais claras a respeito da messianidade da pessoa de Jesus. Alguns judeus equivocados, que não levam em considerarão algumas questões do seu próprio idioma, tentam de toda forma contornar o sentido obvio da profecia messiânica de Isaías 7.14.
Alguns se detêm ao contexto, que aparentemente parece ser uma interpretação bem convincente.
Isaías entrega a mensagem de Deus a Acaz e lhe diz para pedir um sinal para confirmar que a profecia é verdadeira (7:11). Acaz se recusa, dizendo que ele não testará Deus (7:12). Isaías responde que Acaz receberá um sinal mesmo que ele não peça um, e o sinal será o nascimento de uma criança, e a mãe da criança lhe dará o nome de Emanuel (7:13-14); quando a criança “souber rejeitar o erro e escolher o que é certo” (isso é, tiver idade suficiente para distinguir o bem do mal), ele estará comendo coalhada e mel e Efraim e a Síria serão destruídos. (7:15-16):
Is foto 1
A respeito disto comenta Allen Rosso: Há muitas interpretações oferecidas para este versículo, e você tem que ter cuidado para lidar com o contexto, o significado das palavras, e a teologia da Bíblia todos juntos. Eu acho que a pessoa tem que ver dois “cumprimentos” para esta profecia (como é frequentemente o caso com a profecia)- porque o tempo de referências na passagem para a idade da criança e da invasão não se encaixam. Além disso, a forma como Mateus usa a Escritura apoia esta ideia: ele viu estas velhas passagens proféticas como parcialmente tipológica, o que significa que o cumprimento histórico tornou-se um tipo de cheia (e literal) significado final. Mas isso abre várias interpretações possíveis que não podem ser decididas em conjunto de forma satisfatória. Um ponto de vista leva a “criança” para nascer como Ezequias, o bom e justo rei. Mas ele provavelmente  teria nascido anos antes deste oráculo. Outra visão é levar a criança como filho de Isaías mencionado no capítulo 8. Isto tem um certo apelo, pois a redação do Isaías 8.1-4 é semelhante ao de 7.14, essa criança é chamada de sinal em 8.18 , Emanuel é repetida duas vezes no capítulo 8, e a vista nos daria o encerramento, uma identidade na passagem do Velho Testamento. O ponto fraco é que a visão seria necessária a  ”jovem” ou “virgem”  ser madura para o casamento para ser a esposa do profeta, que já tinha um filho. Algumas pessoas que têm essa visão argumentam então que Isaías pode ter se casado de novo, mas com certeza isso soa artificial para ajustar a vista. Outra visão é que alguma jovem princesa (a virgem na época do oráculo) que é desconhecida para nós, mas conhecida no tribunal de repente se casou e teve um filho como um sinal de que a dinastia iria continuar. Isso se encaixa com o oráculo bem o suficiente, mas o ponto fraco é que não há encerramento. Mas, claro, não há fechamento de qualquer maneira, até porque o profeta nunca diz quem é[1].
Outra objeção significativa em relação a respeito desta passagem em particular, se encontra no termo “virgem”, como as nossas traduções tradicionalmente vertem. No original hebraico de Isaías 7.14, a palavra almah significa uma moça já em idade de ter filhos mas que ainda não havia tido nenhum e que poderia ou não ser virgem. A tradução grega, porém, traduziu almah por parthenos, que significa “virgem”.
Sobre isto, também comenta Ross: A palavra hebraica é ‘almah (a partir de uma raiz ‘alam) com um artigo, ” a jovem” Um estudo cuidadoso desse termo, creio eu, deu à conclusão de que ele descreve uma jovem mulher que está madura para o casamento; e que o termo em si não significa “virgem”, o contexto vai decidir isso. Neste contexto, na corte real, a sociedade mais educada e, certamente, como um sinal celestial da presença de Deus, essa jovem se presume certamente ser uma virgem. Essa mulher teria uma criança, e essa criança era para ser a prova da presença de Deus no meio do Seu povo, representado pelo nome ‘Immanuel , Emanuel, “com a gente por Deus.” O sinal seria a prova que a família real de Davi e, assim, a nação de Judá teria realmente um futuro glorioso[2].
Fazendo uma exegese desse versículo, podemos notar que toda a descrição é para o futuro, o uso do termo

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A expressão grifada a cima, é traduzida literalmente: “Eis a Jovem estará grávida, e dará a luz um filho, e chamará”, alguns judeus desconhecedores do hebraico bíblico, argumentam que todas as locuções estão no tempo presente. Eles ignoram que a partícula introdutória “hinnēh” sempre quando usada pelo profeta Isaías, é para introduzir acontecimentos futuro. Quanto ao adjetivo “Hâra” (Está grávida), pode sim ser vertido como “estará grávida”, visto que em uma expressão nominal, o tempo fica a luz do contexto, e como todas as expressões estão no tempo futuro, é lógico presumirmos que “Hâra” também está (confira Juízes 13.05).  O termo “chamar”, também o está, visto que o mesmo (o verbo chamar) é precedido por um “waw conversivo”, alterando assim o tempo verbal, de passado para futuro.
Enviado por e-mail pelo José Lima

  • [1] Allen Ross A Call for Faith and the Sign of Immanuel Isaiah 7:1-25

[2] Allen Ross A Call for Faith and the Sign of Immanuel Isaiah 7:1-25

Refutando um anti-missionário e pseudo Judeu

Anti-missionário  disse: PROVE que o CORDEIRO PASCAL servia como EXPIAÇÃO PELO PECADO, cf Ex 12.

 RESPOSTA E REFUTAÇÃO 


Esse anti-mssionário não conhece bem a teologia do B’rit Hadashah/Novo Testamento.


Havia dois objetivos na morte de Yeshua:
1 - Vencer a morte (oferecendo a Sua vida a nós)
2 - Expiar nossos pecados;

Yeshua, como cordeiro do Pessach, afastou a morte, e nos trouxe para a VIDA em YHWH. Exatamente como lemos na Torá:

"Porque YHWH passará para ferir aos egípcios, porém quando vir o sangue na verga da porta, e em ambas as ombreiras, YHWH passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas, para vos
ferir." (Shemot/Êxodo 12:23).
Isso foi cumprido no Pessach de Yeshua, onde Ele, como nosso cordeiro, ofereceu a Sua vida para que não morrêssemos - exatamente como cada cordeiro no Pessach morreu para dar vida à casa de cada família de
Yisra'el.

DEPOIS DISSO...

Nos dizem as Escrituras que Yeshua, na condição de Cohen HaGadol segundo a ordem de Malki-Tsedek, ofereceu o Seu precioso sangue como sacrifício de Kipur, no Yom Kipur.

"Mas o Mashiach, tendo se tornado Cohen Gadol das coisas boas que bêm do Tabernáculo que é maior e melhor em maturidade do que o primeiro, o qual não é feito por mãos, e não é desta criação, e não pelo sangue de
bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, tendo nos assegurado uma redenção eterna. Porque se o sangue de novilhos e bodes e também as cinzas da novilha vermelha, com os quais o cohen asperge os pecadores, purificam os corpos, quanto mais através daquilo pelo qual o Mashiach se ofereceu a Elohim, através da Ruach HaKodesh e sem nenhuma culpa, nós nos purificamos das obras mortas para a vida?" (Ivrim/Hebreus 9:11-14)

PROVE também que o ritual de KIPPUR (com suas korbanot) poderia ser praticado FORA DO TEMPLO, ou quando este NÃO existia.
 
 Não?

Exatamente. Ele não poderia ser praticado fora do Templo. Assim sendo, Yeshua é o único que pode realizar a purificação de Yisra'el. 

A Torá nos diz que Moshe construiu o Mishkan (Tabernáculo) - o qual  posteriormente evoluiu para o Templo - a partir de um padrão celestial que lhe foi apresentado.

"Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do Mishkan, e para modelo de todos os seus pertences, assim mesmo o fareis." (Shemot/Êxodo 25:9)

E que padrão celestial era esse? Ora, o Templo Celestial de YHWH!

E é justamente nesse Templo que Yeshua adentrou no Yom Kipur (vide texto de Ivrim/Hebreus citado acima), cumprindo a Torá.

E quanto a Daniel e os demais justos exilados?
 
 Como EXPIAVAM seus pecados SEM TEMPLO e SEM KIPPUR?
 
 (vide Daniel 9)

A tática do anti-missioná rio é uma tática muito comumente utilizada, de dar uma referência bíblica sem citar o texto. Os inocentes olham e dão crédito, mas não lêem o texto. 

O texto citado, de Dani'el 9, não somente NÃO diz que foi feita expiação, como ainda CONTRADIZ o que o anti-missioná rio diz. De fato,
Dani'el ora pedindo perdão a YHWH. Mas, qual a resposta trazida por Gavri'el do trono de YHWH?

Vejamos:

"Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Yerushalayim, até ao
Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações." (Dani'el 9:24-26)

Justamente o prazo que é dado para a expiação coincide com o corte do Mashiach. Por que? Porque Mashiach viria fazer expiação dos pecados, caso o povo estivesse disposto a recebê-Lo e fazer teshuvá. Como isso não ocorreu, e Yisra'el permaneceu em iniqüidade, Yerushalayim foi destruída e, novamente, o povo foi exilado. 

E ainda:

Dani'el e os demais judeus confiavam na promessa do envio do Mashiach salvador. Assim sendo, eles tinham fé no Mashiach. O sacrifício de Yeshua é atemporal, pois foi trazido ao Templo Celestial, que está
acima do tempo. Dessa forma, Ele fez expiação igualmente por todos aqueles que O esperavam.

 E mais:
 
 Pode haver RETORNO DO EXÍLIO sem viddui e teshuvah? (vide Deut  30:1-3)
 
 Os judeus voltaram do exílio após 70 anos? (em 539 aEC)?

Teshuvá (retorno) é uma coisa - está ligado ao coração. Expiação é outra - está ligada ao perdão do pecado. A condição para retorno estabelecida pela Torá era a teshuvá. Há uma confusão de conceitos na cabeça desse ex-evangélico anti-missioná rio. E além disso, teshuvá é um PROCESSO, e não um ato isolado. Uma pessoa pode começar a teshuvá, porém cair, tropeçar ou mesmo deixar a teshuvá ao longo do decurso.
Aliás, isso ocorreu várias vezes com o povo na Torá, quando saiu de Mitsrayim (Egito.) Por vezes, o povo se arrependeu, pediu perdão, YHWH perdoou, e logo depois o povo caiu novamente. 

Além disso, o texto de Dani'el 9 é claro: Os judeus regressaram do exílio temporariamente, com a condição de que seguissem o Mashiach na teshuvá. Contudo, como isso não ocorreu, houve novo exílio. Será que ele desconhece a história? A maior prova de que a teshuvá não foi completa está no fato de que o povo sofreu novo exílio. Se o processo tivesse sido concluído, o povo não seria mais desterrado.

Se VOLTARAM, como obtiveram EXPIAÇÃO - por TODOS aqueles SETENTA  ANOS, nos quais ficaram SEM kapparah, nos termos expressos pelo   rito de  Kippur em Vaiykra?

Como vimos, o retorno foi permitido por YHWH em mérito da oração de Dani'el, e daqueles que a Ele suplicaram. YHWH, em sua infinita misericórdia e amor, deu uma chance a Yehudá de apressar o advento da
Era Messiânica (aliás, há até comentários rabínicos sobre essa possibilidade, profetizada em Yeshayahu/Isaí as - vide nosso estudo sobre os selos do Apocalipse) - como Yehudá não fez teshuvá, houve novo exílio.

Quanto ao tempo sem kapará, como dissemos anteriormente, o sacrifício de Yeshua é atemporal, e eficaz para expiar por todos aqueles que, antes de Seu advento, nEle esperavam.

Como podemos ver, o anti-missioná rio em questão usou de meias-verdades, além de mostrar desconhecimento da Torá, dos profetas, e o que é pior: do objeto de sua pretensa crítica. Como ficou evidente, ele sequer conhece a teologia do NT para criticá-la adequadamente. 

Mas, é bom que a verdade venha à tona, pois a verdade liberta, e mostra claramente que Yeshua é o Go'el (Redentor) de Yisra'el. Aliás, já que ele citou Dani'el, por que ele não explica a razão pela qual as
semanas de Dani'el apontam justamente para a vinda de Yeshua? Como poderia Mashiach ainda estar por vir, se as semanas de Dani'el já passaram? 

O SALMO 22.16 É UMA PROFECIA SOBRE A CRUCIFICAÇÃO DE JESUS?



No Manual Antimissionário do Rabino Bentzion Kravitz, na pagina 13, está escrito:
“...Similarmente, quando um missionário cita um verso das Escrituras Judaicas, temos de nos certificar de que o versículo está sendo traduzido corretamente. Por exemplo, o Salmo 22:17 da Bíblia Judaica quando traduzido corretamente lê-se: "Eles cercaram minhas mãos e pés como um leão", referindo-se ao Rei David sendo perseguido pelos seus inimigos, os quais são comumente citados como um leão (como em Salmos 7 e 17). Contudo, quando lida fora de contexto e mal traduzida, como "Eles furaram minhas mãos e meus pés", como aparece em versões cristãs, a passagem intencionalmente faz evocar pensamentos sobre Jesus...”.
Vejamos então se as afirmações do Rabino Bentzion Kravitz a respeito do Salmo 22.16 (17 no TM) estão corretas.
O Texto Massorético diz:
(um bando de) עֲדַת (cães,) כְּלָבִים (me cercam) סְבָבוּנִי (porque) כִּי
(me rodeia,) הִקִּיפוּנִי (malfeitores) מְרֵעִים
(e meu pé) וְרַגְלָי (minha mão) יָדַי (como leão) ךָּאֲרִי

De fato, as palavras כָּאֲרִי (kāʼărî) que encontramos no Salmo 22.16 (verso 17 no TM), significam “como leão”, da mesma forma que em Nm 24.9; Is 38.13 e Ez 22.25, isso é indiscutível. Mas foi o substantivo אֲרִי (ʼărî [leão]) que de fato foi escrito originalmente ou a verbo כָּאֲרוּ (kāʼărû)? כָּאֲרוּ (kāʼărû) pode ser uma variação arcaica de כָּרוּ (kāʼrû) que encontramos no Texto Massorético em Sl 57.6; 119.85 e Jr 18.20,22, a diferença entre as duas palavras se dá trocando a letra yud (י) que aparece no final de כָּאֲרִי (kāʼărî [como leão]) pela letra vav (ו) que aparece no final de כָּאֲרוּ (kāʼărû [eles cavaram]). Sem as vogais kāʼărî se escreve assim כארי e kāʼărû se escreve assim כארו. A letra vav (ו) forma a terceira pessoa plural do verbo no passado, que alguns estudiosos dizem ser do verbo כָּרָה (kārāh) que significa: “cavar”, “escavar”, “perfurar mediante escavação”, e que outros dizem ser da forma verbal da palavra כּוּר (kûr) que significa “perfurar”, “traspassar”.
Foi assim que os judeus tradutores da Septuaginta (a 1ª versão grega das Escrituras Hebraicas do Antigo Testamento, feita em Alexandria, entre 250-150 a.C., visando a conveniência dos judeus de língua grega), traduziram a Salmo 22.16 (21.17 na LXX) de acordo com o que leram nos manuscritos hebraicos de sua época:
ὅτι (porque) ἐκύκλωσάν (cercaram-) με (me) κύνες (cães) πολλοί, (muitos,) συναγωγὴ (um ajuntamento de) πονηρευομένων (malfeitores) περιέσχον (rodearam-) με, (me,) ὤρυξαν (eles cavaram) χει̂ράς (mãos) μου (minhas) καὶ (e) πόδας. (pés.)
Agora vejamos, no Texto Massorético Hebraico, as palavras כָּאֲרִי (kāʼărî [como leão]), aparecem no Salmo 22.16; Números 24.9; Isaías 38.13 e Ezequiel 22.25. Com a excessão do Salmo 22.16, os tradutores da Septuaginta, traduziram as palavras כָּאֲרִי (kāʼărî) em Números 24.9 como ὡς λέων (como leão), em Isaías 38.13 como ὡς λέοντι (como leão) e em Ezequiel 22.25 como ὡς λέοντες (como leão). Isso só vem a provar, que os tradutores da Septuaginta, sabiam muito bem qual era a diferença que existia entre כארי (como leão) e כארו ou כרו (eles cavaram), que certamente foi o verbo hebraico que eles encontraram no Salmo 22.16 (17 no TM) na família de manuscritos hebraicos que eles estavam usando em sua tradução.
Alguns defendem as traduções judaicas do Salmo 22.16 (17 no TM), dizendo o seguinte:
ὤρυξαν (cavaram) é aoristo, indicativo, ativo, da 3ª pessoa do plural do verbo ὀρύσσω (cavar). E da mesma forma que o verbo כָּאֲרוּ (kāʼărû) ou כָּרוּ (kāʼrû) não significa “furar”, o verbo grego ὀρύσσω também não significa “furar”. A palavra aparece 37 vezes na Septuaginta e em cada caso o significado é sempre “cavar” (uma tumba, um poço, um fosso, um buraco, etc.). Assim, uma tradução literal desta frase na Septuaginta não é “...Eles perfuraram minhas mãos e meus pés...”, mas, “...Eles cavaram minhas mãos e meus pés...”. Algo que não tem o menor sentido. Parece pouco provável, que os tradutores da LXX, estavam tentando descrever a crucificação ao traduzir o Salmo 22.16 (verso 17 no TM) com o verbo grego ὀρύσσω (cavar). Segundo a argumentação judaica, se de fato os tradutores judeus da LXX, quisessem exprimir o significado de “perfurar”, eles teriam usado o verbo grego ἐκκεντέω (traspassar).
De fato, foi o verbo ἐκκεντέω, que o escriba grego de João, usou em seu Evangelho (19.37), para se referir a profecia do profeta Zacarias (12.10):
Ὄψονται (olharão) εἰς (para) ὃν (quem) ἐξεκέντησαν. (traspassaram.)
(*) אֵת (para mim) אֵלַי (E olharão) וְהִבִּיטוּ 
(quem traspassaram) אֲשֶׁר־דָּקָרוּ

Observem que João está citando o texto hebraico e não a tradução da Septuaginta, pois a Septuaginta traduziu errado Zacarias 12.10:
καὶ (e) ἐπιβλέψονται (olharão) πρός (para) με (mim) ἀνθʼ (porque) ὡ̂ν (*) κατωρχήσαντο (insultaram-me)
O sentido correto do texto hebraico foi adotado em traducões posteriores (Áquila, Teodósio e Símaco), sendo essa também a forma que Inácio o cita (em Ep. Trall.10), como também Justino Mártir (em Apol. 1.77). A epístola de Barnabé também concorda com esta tradução. É quase certo, que os tradutores judeus da Septuaginta, traduziram errado propositalmente o verbo hebraico דָּקָרוּ (traspassaram) pelo verbo grego κατωρχήσαντο (insultaram), pois quem fala neste texto é YHWH, como parecia para eles impossível Deus ser “traspassado”, isso os motivou a usar o eufemismo “insultaram”, já que homens podem insultar a Deus, mas não traspassá-lo. Infelizmente, eles não sabiam que Verbo iria se tornar carne e armar tabernáculo entre nós (Jo 1.1,14).
Discordo da argumentação judaica, pelos seguintes motivos: Se os tradutores da LXX traduziram “...Eles cavaram minhas mãos e meus pés...”, é porque eles não quiseram fugir do significado literal do verbo hebraico que eles estavam traduzindo, que era כָּאֲרוּ ou כָּרוּ (eles cavaram), e por esse motivo, eles traduziram pelo verbo grego equivalente, que era ὤρυξαν (eles cavaram). Se o verbo hebraico fosse, por exemplo, דָּקָר (traspassar) eles teriam traduzido pelo verbo grego equivalente que é ἐκκεντέω (traspassar). Além do mais, os tradutores judeus da LXX, não estavam tentando descrever a crucificação, pois eles sequer sabiam o que era isso, já que a execução por crucificação foi criada muitos anos mais tarde pelos romanos, hoje é que nós sabemos que o Salmo 22, é um texto de duplo sentido, sendo também uma profecia messiânica, descrevendo de forma precisa o momento da crucificação.
Quanto ao verbo ὀρύσσω (“cavar”) também significar “perfurar”, sabemos que a Vulgata, em geral, foi uma tradução do hebraico por Jerônimo, porém, a seção de Salmos nesta versão não foi traduzida a partir do hebraico. O livro de Salmos na Vulgata é uma tradução de Jerônimo a partir da Septuaginta, Jerônimo traduziu o Salmo 22.16 (21.17 na LXX) assim:
“Quonian (Porque) circumdederunt (cercaram-) me (me) canes (cães) multi (muitos) concilium (uma reunião de) malignantium (malfeitores) obsedit (sitiaram-) me (me) foderunt (cavaram [ou] perfuraram) manus (mãos) et (e) pedes (pés) meos (meus)”
Jerônimo traduziu o verbo grego “ὤρυξαν” (“cavaram”), pelo verbo latino “fōdērunt” que é terceira pessoa plural perfeito indicativo de “fodio”, que significa tanto “cavar” quanto “perfurar”. Sir Lancelot C. L. Brenton, traduziu ὤρυξαν por “they pierced” (“eles perfuraram”), na sua tradução da Septuaginta para o inglês em 1851, no Salmo 22.16 (21.17 na LXX). É óbvio que “eles cavaram minhas mãos e meus pés”, não tem sentido, pois o contexto imediato está mostrando claramente, que neste texto, “cavaram”, tem o sentido de “perfuraram”.
Alguns eruditos judeus dizem que nós temos apenas um palpite de que כָּאֲרוּ (kāʼărû) pode ser uma variação arcaica de כָּרוּ (kāʼrû), porém, é um palpite bem convincente, no livro de Salmos, o aoristo, indicativo, ativo, da 3ª pessoa do plural do verbo ὀρύσσω (ὤρυξαν) aparece duas vezes, no Salmo 22.16 (21.17 na LXX) e no Salmo 57.6 (56.7 na LXX). Se no Salmo 57.6 ὤρυξαν está traduzindo כָּרָה (kārāh [cavar]) na sua terceira pessoa plural do verbo no passado כָּרוּ (kāʼrû [cavaram]), a possibilidade do mesmo ter acontecido no Salmo 22.16, é muito grande, uma vez que agora temos a confirmação do pergaminho de Naḥal Ḥever, do qual estaremos falando mais adiante.
Além do mais, o aparato crítico da Biblia Hebraica Stutgartensia, na página 1104, nos dá o seguinte resumo da evidência textual acerca da leitura do Salmo 22.16 (17 no TM): Vemos que a maioria dos manuscritos hebraicos disponíveis apoiam a leitura כָּאֲרִי (kāʼărî). Uns poucos, entre 3 a 10 manuscritos, apoiam a leitura encontrada no pergaminho de Naḥal Ḥever, isto é, כָּאֲרוּ (kāʼărû), e dois manuscritos apoiam a leitura כָּרוּ (kāʼrû). Isso prova duas coisas: 1º Os cristão não inventaram a palavra כָּאֲרוּ (kāʼărû). 2º Existiam copistas que acreditavam que כָּרוּ (kāʼrû) é uma forma recente da forma arcaica כָּאֲרוּ (kāʼărû).
A Bíblia Hebraica da Editora Sefer, uma tradução judaica em língua portuguesa, traduz assim o Salmo 22.17:
“Cães me cercam, uma turba de perversos me rodeia, atacam meus pés e minhas mãos como se fora um leão.”
Como podemos ver, o problema das traduções judaicas do Salmo 22.16 (verso 17 no TM), é que elas não tem o mínimo sentido, a não ser que entendamos esse “...como...” como primeira pessoa do presente do verbo “comer”, “...como leão minha mão e meu pé...”, pois obviamente esta faltando um verbo. No caso da tradução acima, o verbo “...atacam...” não se encontra no texto hebraico e foi inserido pelos tradutores David Gorodovits e Jairo Fridlin, na tradução da Bíblia Hebraica (Sefer) em Português, como vocês podem conferir na tradução interlinear, sentido horizontal, logo acima.
Nós também poderíamos pontuá-lo de forma diferente como sugere o Rabino Bentzion Kravitz:
“Porque me cercam cães, um bando de malfeitores, me rodeia como leão, minha mão e meu pé.
Porém, um outro motivo que nos leva a crer que אֲרִי (ʼărî [leão]) não seja a leitura original do Salmo 22.16 (verso 17 no TM), é que é muito improvável que o autor tenha usado duas grafias diferentes da mesma palavra, havendo apenas dois versículos entre elas, pois no versículo 13 (verso 14 no TM), a palavra leão é escrita com a grafia אַרְיֵה (ʼaryēh).
A designação “Texto Massorético” (do latim “Textus Masoreticus” e do hebraico “Nussaḥ ham-Māsôrâ”), é uma expressão criada e utilizada pelo mundo acadêmico. Tal denominação refere-se a uma família de manuscritos hebraicos da Bíblia, da Idade Média, sendo que todos apresentam notáveis semelhanças entre si. O Texto Hebraico Massorético é a fonte primária de quase todas as traduções das Escrituras Hebraicas do Antigo Testamento para vários idiomas no mundo. Os manuscritos mais importantes que hoje representam o texto massorético são:
Códice de Leningrado: Firkowitch I. B19a (L)
O Códice L, também conhecido pelo título de Codex Leningradensis, ou ainda, oficialmente, como Firkowitch I. B19a ou como EBP. I B19a, foi produzido por uma única pessoa, Samuel ben Jacó, em 1008 ou 1009 d.C, no Cairo, no Egito. Este documento é o mais antigo manuscrito massorético que contém a totalidade do texto da Bíblia Hebraica. Além do texto bíblico, o Códice L possui anotações massoréticas. No final de seu texto, existe uma listagem contendo 246 diferenças textuais entre os massoretas ocidentais e orientais, uma recensão do tratado Diqduqê ha-Ṭe‘amim, além de outras listas e dados massoréticos. Ocasionalmente, sua massorá menciona autoridades massoréticas como Bem Asher, Ben Naftali, entre outros massoretas. Além disso, o referido manuscrito menciona alguns códices massoréticos perdidos (os códices Muga e Ma'zora’ Rabba’).
Códice de Alepo ou Ms. Nº 1 do Instituto Ben-Zvi (A)
Esse códice massorético é conhecido por diversos nomes: Códice de Alepo, Codex Alepensis, no hebraico é conhecido como “keṯer ’ārām ṣôḇâ” , “Coroa de Alepo”), entre outros nomes. Atualmente, pertence ao Instituto Ben-Zvi de Jerusalém, em Israel, sendo designado como Manuscrito Nº 1. Teria sido escrito por Salomão ben Buya‘a e, segundo a tradição massorética, também por Aarão ben Asher, entre 925 e 930 d.C, em Tiberíades, na Palestina. Ben Buya‘a teria escrito o texto consonantal, enquanto Ben Asher teria se encarregado de colocar a vocalização, a acentuação e as notas massoréticas. O manuscrito abrangia a Bíblia Hebraica inteira, todavia, atualmente encontra-se em estado fragmentário. Seu texto começa com a última palavra de Deuteronômio 28.17 e termina em Cântico dos Cânticos 3.11. Além do texto bíblico, esse códice possui anotações massoréticas.
Códice da Biblioteca Britânica: Oriental 4445 (B)
Este códice, classificado como Oriental (inglês: Oriental, abrev.: Or.), faz parte da coleção de antigos manuscritos hebraicos da Biblioteca Britânica de Londres, na Inglaterra e seu texto abrange o Pentateuco de Gênesis 39.20 a Deuteronômio 1.33, porém, faltam vários trechos. O Códice B surgiu por volta do final do século IX, sendo de procedência persa. Segundo os eruditos, o massoreta responsável por sua composição teria sido, possivelmente, Nissi ben Daniel ha-Kohen, o qual seria o responsável pela produção inteira do documento, compondo o texto consonantal e adicionando a vocalização, a acentuação e a massorá. Até o momento, não foram produzidas ainda edições fac-símiles ou outras do Códice B. Contudo, desde 1990 Dotan dirige um projeto franco-israelense para uma edição acadêmica do texto e da massorá do referido manuscrito.
Códice do Cairo dos Profetas ou Códice Gottheil 34 (C)
O Códice C, chamado de Codex Cairensis e, ultimamente, também de Códice do Cairo: Gottheil 34, contém o texto dos Profetas Anteriores (de Josué a 2 Reis) e dos Profetas Posteriores (de Isaías a Malaquias). O responsável por sua composição, segundo a tradição massorética, teria sido Moisés ben Asher, em torno de 895 e 896. Atualmente, pelos estudos mais recentes, o manuscrito é datado entre 990 e 1170. O Códice C pertence à sinagoga caraíta Mussa Dar‘i, do Cairo, no Egito. Além do texto bíblico, o Códice C possui anotações massoréticas. Algumas vezes sua massorá menciona autoridades massoréticas, como o rabino Moisés Moḥeh. Talvez seja o manuscrito mais antigo dos profetas.
Códice Petropolitano Babilônico ou Códice de Leningrado: Firkowitch I. B3 (P)
Este códice é conhecido por diversos nomes: Codex Petropolitanus Babylonicus, Firkowitch I. B3, EBP. I B3 e Códice P. Tal documento, pertencente ao acervo da Primeira Coleção Firkowitch da Biblioteca Nacional Russa de São Petersburgo, contém os livros dos Profetas Posteriores: Isaías, Jeremias, Ezequiel e os Doze Profetas. Segundo os estudiosos, é datado de 916 d.C, sendo composto na Babilônia. O Códice P contém anotações massoréticas e sua vocalização é de tradição babilônica, mas com nítida influência do sistema desenvolvido em Tiberíades. Sua massorá também reflete misturas de tradições massoréticas e, praticamente, é de configuração também tiberiense.
Códice Reuchliniano ou Códice de Karlsruhe 3 (R)
Este documento é conhecido pelos seguintes nomes: Codex Reuchlinianus, Códice de Reuchlin, Códice de Karlsruhe 3 e Códice R. Surgiu por volta de 1105 e 1106 d.C, na Itália e encontra-se, atualmente, em Karlsruhe, na Alemanha. Seu sistema de vocalização massorética concorda mais com Ben Naftali do que com Ben Asher. Além do texto bíblico e massorá, este manuscrito também contém o Targum de Jônatas ben Uziel em alguns livros bíblicos. Edições: Alexander Sperber, The Prophets According to the Codex Reuchlinianus (Leiden, 1969).
Já os manuscritos hebraicos do Texto Consonantal Massorético (do hebraico “Ṭeqsǝṭ Qǝḏam-Mǝsôrāṯî”), anterior à época dos massoretas, que recebem a denominação de “Texto Protomassorético” ou de “Texto Protorabínico”, o qual não continha ainda a vocalização, a acentuação e o aparato massorético desenvolvidos somente durante a Idade Média, é uma das famílias de manuscritos da Bíblia Hebraica, padronizado por volta do ano 100 d.C, mas que na época de Cristo convivia ao lado, de pelo menos, outras duas famílias de manuscritos hebraicos: Uma representada hoje pela Septuaginta Grega e outra representada pela Torá Samaritana.
Geza Vermes, um dos maiores especialistas em Manuscritos do Mar Morto, nos diz o seguinte no seu livro “Os Manuscritos do Mar Morto”, Editora Mercuryo, na pagina 27:
“...Na realidade, alguns dos fragmentos refletem aquilo que mais tarde se tornou o texto massorético; outros se assemelham ao embasamento hebraico do Septuaginto grego; outros ainda lembram a Torá samaritana ou o Pentateuco, a única parte da Bíblia que os judeus de Samaria aceitaram como Escritura. Alguns fragmentos de Qumran representam uma mistura desses, ou algo totalmente diferente. Deveríamos notar que, porém, nenhuma dessas variações afeta a mensagem das Escrituras em si...”
No livro “Introdução Bíblica” de Norman Geisler & William Nix, Editora Vida, nas páginas 196 e 197 nos dizem o seguinte:
“...No entanto, há uma questão grave no que concerne à Septuaginta: Há passagens em que ela difere do Texto Massorético, e outras em que os rolos do Mar Morto concordam com a Septuaginta, em oposição ao texto hebraico. Podem-se indicar várias passagens que sublinham essa constatação, como Deuteronômio 32.8, Êxodo 1.5, Isaías 7.14, Hebreus 1.6 (KJV) que cita Deuteronômio 32.43. Além disso, os rolos do mar Morto também contêm alguns dos textos apócrifos do Antigo Testamento, como o Salmo 151, só conhecidos mediante a LXX. A partir das evidências dessas variantes de vários textos, podemos observar três tradições básicas do Antigo Testamento: a massorética, a samaritana e a grega (LXX). Em geral o Texto Massorético é o melhor, mas em várias passagens a LXX o supera. O Pentateuco samaritano reflete diferenças sectárias e culturais em relação ao texto hebraico, e a LXX é uma tradução, não um texto original. No entanto, quando ambos concordam entre si, contra o texto massorético, é provável que reflitam o texto original...”
É isso que muitos não entendem, quando o Novo Testamento faz citações do Antigo Tentamento, o faz baseado nas várias famílias de manuscritos hebraicos que conviviam harmoniosamente no período do segundo templo, e não somente com base em uma única família de manuscritos, hoje conhecidos como Protomassoréticos. Anteriormente, os eruditos achavam, que as diferenças na Septuaginta, resultavam de erros ou mesmo de invenções deliberadas dos tradutores. Agora, os rolos do mar morto, revelaram que muitas das diferenças, realmente, se deviam a variações nos manuscritos hebraicos. Isto explica alguns dos casos, em que os primeiros crentes, citavam textos das Escrituras Hebraicas usando fraseologia diferente do Texto Massorético. Por exemplo: Compare Êxodo 1.5 com Atos 7.14. É importante lembrar, que segundo Shiffman, 60% dos manuscritos do mar morto podem ser classificados como sendo do tipo Protomassorético, 20% são do tipo Protomassorético, mas no estilo de Qunram, 5% são do tipo Protosamaritano, 5% são do tipo Septuagintal e 10% não foram alinhados (L. Shiffman, Reclaiming the Dead Sea Scrolls, Yale University Press; illustrated edition (2007). Sendo assim, o Texto Massorético continua sendo o nosso texto base na representação do original hebraico, mas temos que levar em conta, que em alguns lugares, a Septuaginta e a Torá Samaritana (no que diz respeito aos livros de Moisés), podem representar o que realmente estava escrito no original hebraico.
E sobre a profecia não ser citada no novo Testamento?
Se o Salmo 22 nada falasse acerca dos eventos que aconteceram durante crucificação, eu também ficaria desconfiado, sobre a leitura do Salmo 22.16 realmente ser “eles perfuraram”, porém, vejo que várias partes deste Salmo é uma profecia da crucificação:
Salmo 22.1 * Mt 27.46 e Mc 15.34
Salmo 22.7 * Mt 27.43
Salmo 22.15 * Jo 19.28
Salmo 22.16 * Lc 24.39 e Jo 20.20,25,27
Salmo 22.18 * Mt 27.35; Mc 15.24 e Lc 23.34 e Jo 19.24

Foi encontrado um manuscrito de Qumran, designado 4QPsf que tem os versos do Salmo 22.14-17. No entanto, este documento não é legível precisamente neste ponto. Mas Ĕlôhîm em sua providência, permitiu que fosse encontrado um pergaminho em Naḥal Ḥever, um vale que fica a cerca de 30 km ao sul de Qumran. O documento é designado como 5/6ḤevPs e faz parte de uma coleção de cinco que foi descoberto pela primeira vez em 1951 ou 1952, por Beduínos em Naḥal Ḥever em Israel. Os estudiosos não examinaram este pergaminho até meados de 1990. Este pergaminho foi escrito em escrita quadrada herodiana, datando entre 50 e 68 dC, e é mais de 1000 anos mais antigo do que o representante mais antigo do Texto Massorético.
Finalizando, diante do exposto até agora, o Salmo 22.16, tem 99,9% de chances de ser uma profecia acerca da crucificação de Jesus.
Em anexo: Duas imagens do pergaminho de Naḥal Ḥever, debaixo da 1ª imagem eu escrevi em ktav ashuri quadrada herodiana (que é a mesma escrita usada no pergaminho) uma parte do Salmo 22.16 onde também eu destaco nesta escrita as palavras כארי e כארו.
Shalom U Vracha (Paz e Benção)


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

O QUE ACONTECEU COM A HAFTARÁ DE JESUS?

por Igor Miguel


WHAT HAPPENED WITH JESUS’ HAFTARAH?
(O QUE ACONTECEU COM A HAFTARÁ DE JESUS?)




Foi recentemente publicado um artigo pelo Jornal israelense Haaretz, que trata de um assunto polêmico, mas que precisa ser debatido. Muitos estudiosos e pesquisadores das Escrituras, em específico aqueles que se especializaram sobre o Novo Testamento, vinham questionando algo interessante.
Alguns sabem que há uma tradição milenar no judaísmo, que é a leitura de porções dos profetas após a leitura pública da Torá (Pentateuco). Estes textos previamente selecionados dos escritos proféticos são chamados de Haftará. Uma das fontes mais antigas, que descreve ocasionalmente esta tradição judaica, está maravilhosamente preservada em um texto do chamado Novo Testamento, em específico em Lucas 4:16-20 que diz:
“Indo [Yeshua/Jesus] para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado [Shabat], na   sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. Então lhe deram o rolo do profeta Isaías, e abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres [...] tendo fechado o rolo, devolveu-o ao assistente [chazan] e sentou-se ...” .
Este texto fascinante, demonstra com clareza que Yeshua (Jesus) fez a leitura pública do rolo do profeta Isaías na sinagoga em um Shabat. O que fazia Ele na ocasião? Nada mais, nada menos, que a antiga e boa tradição judaica da leitura da Haftará, já mencionada.
Porém, o problema que alguns estudiosos observaram ao ler esta narrativa, foi: Que trecho é este que Yeshua leu? Ora o texto lido por Ele advém em específico do capítulo 61:1 e 2 do livro do profetaIsaías. Daí surgiu outra questão: Se a leitura das porções dos profetas (a Haftará) é selecionada antecipadamente, em uma tabela oficial. Quando esta leitura é ou era feita na sinagoga? Esta dúvida permaneceu durante muito tempo sem uma resposta satisfatória.
Sabe-se que a leitura oficial dos profetas é determinada por uma escala elaborada pela tradição dos rabinos. Assim vem sendo orientada por centenas de anos. Mas, o que se percebe no caso de Yeshua, é que o texto lido por ele, não se encontra na escala de leituras do judaísmo atual. Por quê? Há algum erro no Novo Testamento? Há os que sustentam este argumento, porém, esta não é a resposta adequada. Teria então, a lista de leitura das Haftarôt (plural de Hafatará) sofrido alguma alteração, por parte de alguns rabinos ou decretos rabínicos?
Foi publicado pelo jornal israelense já mencionado, um artigo intitulado em inglês como: “What happened to Jesus’ Haftarah?” de autoria de Hananel Mack1, cuja informação é no mínimo intrigante. Produto sem dúvida de uma mente crítica e atenta a possíveis falhas na bela estrutura do judaísmo, imprecisões que precisam ser criticadas e discutidas, ao invés de serem friamente aceitas.
O que o autor do artigo propõe, é que existem raras referências na tradição judaica, que podem dar alguma pista de quando exatamente surgiu a prática da leitura dos profetas nas sinagogas. Há obviamente os que argumentam que esta nasceu no período dos Macabeus (166-63 A.E.C.), porém o autor deixará claro que estas evidências históricas ainda são questionáveis. O curioso é que ele recorrera a fontes, inusitadas para o judaísmo, que provam a existência desta prática já na época do II Templo. Incrivelmente um dos documentos, demonstrado pelo autor, que descreve a leitura da Haftará no I século E.C., está no chamado Novo Testamento. Um trecho é o que narra a leitura pública do profeta Isaías por Yeshua (Jesus) na sinagoga de Nazaré e outro é o que está preservado no livro de Atos dos Apóstolos capítulo 13. Estas são claras evidências de que tal prática era comum na época do II Templo, tanto em Israel como na Galút (diáspora).
O quê autor questiona é que, como já fora introduzido, não há menção deste trecho do profeta Isaías (lido por Yeshua) na lista oficial de leituras da Haftará do judaísmo recente. Logo, vem a pergunta: O que aconteceu então, com a Haftará que Jesus leu na sinagoga de Nazaré?
EXCLUSÃO DELIBERADA DE TEXTOS MESSIÂNICOS
Para o autor israelense houve uma exclusão deliberada por parte de líderes religiosos judeus da diáspora, principalmente em redutos judeus onde havia uma cultura predominantemente cristã. Para ele houve uma iniciativa da elite religiosa judaica em REMOVER os textos em que YESHUA poderia ser identificado ou associado ao Messias.
A curiosidade é que os capítulos 60, o final do 61, o capítulo 62 e 63 do profeta Isaías, estão na lista de leitura da Haftará. Mas, estranhamente, o início do capítulo 61, que fora lido por Yeshua em Nazaré, não está na lista. Segundo o autor, na verdade o texto lido por Yeshua fora excluído arbitrariamente.
Esta inferência apresentada por Mack não foi produzida sem fundamentos. Baseia-se na antiga lista de leitura de Haftarôt encontrada na Guenizá2 da sinagoga do Cairo. De fato, o referido texto (Isaías 61:1 e seg.) era lido na Haftará desta antiga comunidade do Norte da África. Por quê? Porque as comunidades judaicas desta região, não tinham contato com os debates sobre Yeshua (Jesus) e o judaísmo, afinal eram locais onde havia predominância religiosa islâmica. Não havia conflito entre a cultura local e a estrutura litúrgico-teológica do judaísmo nestes locais. Não havia nada, a priori, no Islã que poderia por em risco a fé judaica.
Em suma, o que o autor tenta demonstrar é que houve um esforço no judaísmo ocidental (que logo se espalhou para o restante do mundo judaico) de excluir textos que eram tradicionalmente usados por cristãos como textos prova a respeito de uma possível “messianidade” de Yeshua. Estes eram os chamados textos messiânicos.
Todos os textos abaixo foram excluídos deliberadamente da tradição judaica, por motivos óbvios. O interessante é que a leitura atual da Haftará engloba ou versos ou capítulos, antes ou depois destes trechos, mostrando claramente a resistência do judaísmo em inserir em sua liturgia textos messiânicos.

ALGUNS TEXTOS EXCLUÍDOS PELA TRADIÇÃO JUDAICA DA LEITURA DAS HAFTARÔT:
ISAÍAS 7:14 - “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel”.
ISAÍAS 52:13 e 14 - “Eis que o meu Servo procederá com prudência; será exaltado e elevado e será mui sublime. Como pasmaram muitos à vista dele (pois o seu aspecto estava mui desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a sua aparência, mais do que a dos outros filhos dos homens)”.
ISAÍAS 53:1-6 - “Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR? Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos”.
ISAÍAS 42:1-7 - [Mateus 12:17] “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz; pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para os gentios. Não clamará, nem gritará, nem fará ouvir a sua voz na praça. Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; em verdade, promulgará o direito. Não desanimará, nem se quebrará até que ponha na terra o direito; e as terras do mar aguardarão a sua doutrina. Assim diz Deus, o SENHOR, que criou os céus e os estendeu, formou a terra e a tudo quanto produz; que dá fôlego de vida ao povo que nela está e o espírito aos que andam nela. Eu, o SENHOR, te chamei em justiça, tomar-te-ei pela mão, e te guardarei, e te farei mediador da aliança com o povo e luz para os gentios; para abrires os olhos aos cegos, para tirares da prisão o cativo e do cárcere, os que jazem em trevas”.
JEREMIAS 31:31-33: “Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o SENHOR. Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”.
OSÉIAS 11:1 - “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho”.
MIQUÉIAS 5:2 – “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”.
ZACARIAS 9:9 – “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o  teu Rei, justo e   alvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta”.



Parece meio óbvio, que estes textos tenham sido excluídos da leitura pública da tradição judaica, fica evidenciado que estas profecias têm profundas implicações de ordem messianológica, em favor de Yeshua como única pessoa histórica que se tem relato textual que cumpriu, ou pelo menos teve algum vínculo com estas profecias. O que se vê é um esforço deliberado contra a figura de Yeshua (Jesus) como Messias.

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2Guenizá Æ Um compartimento específico em sinagogas, para abrigar livros danificados, ou documentos que não estão em perfeito estado de conservação. Na tradição judaica, livros sagrados, mesmo em condições questionáveis, não podem ser lançados fora. Estes documentos permanecem em compartimentos específicos sem tempo determinado, neste caso, esta lista “diferente” de Haftarôt, fora encontrada na Guenizá de uma sinagoga do Cairo (Egito).

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O espantoso Cristo


Aqueles de nós que vivem tão intimamente com os livros da Bíblia são  capazes de esquecer que eles são escritos de tremenda força literária.   A poesia do Velho Testamento é sem paralelo no mundo da literatura por sua beleza, profundidade e elevação moral. E não há maior ilustração desta verdade do que as profecias de Isaías. Em palavras de épica majestade que freqüentemente pairam com asas de águia, o filho de Amós nos dá a mais rica expressão da Escritura da visão Messiânica.

É uma das curiosas coincidências de Isaías que ele contém o mesmo número de capítulos que a Bíblia tem de livros. Ainda mais chocante é o fato que Isaías, correspondendo aos livros do Velho e Novo Testamentos, está naturalmente dividido em 39 e 27 capítulos cada um. A primeira divisão, como o Velho Testamento, fala de julgamento e encerra com um relato histórico direto da queda de Samaria sob a Assíria e a predição da queda de Judá sob a Babilônia.

Os últimos 27 capítulos de Isaías têm sido chamados o épico Messiânico do Velho Testamento. Eles são ricos de palavras de consolo: "Consolai, consolai o meu povo" (40:1). O 40º capítulo, como o evangelho de Marcos, abre com a "Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do S
ENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus" (versículo 3; Marcos 1:1-3). O 66º capítulo, como o Apocalipse de João, encerra com uma visão dos "novos céus e a nova terra" (versículos 22-24; Apocalipse 21:1 e seguintes).

Esta potente conclusão de Isaías, com sua intensidade crescente da visão Messiânica, pode ser dividida em três partes de nove capítulos cada. Os dois primeiros concluem com a mesma advertência ominosa, "Para os perversos, todavia, não há paz, diz o S
ENHOR" (48:22; 57:21) e a conclusão do terceiro é ainda mais ominosa: "Eles sairão e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará..." (66:24).

Bem no meio dessa parte final fica Isaías 53, a jóia indisputada da literatura profética e a passagem que muitos têm julgado ser a maior no Velho Testamento. Certamente, nenhum capítulo dos escritores do Velho Testamento é como esse.
Nesse grande capítulo, Isaías desenvolve sua alarmante visão do Servo Sofredor de Jeová. É esta misteriosa figura, o profeta revela, quem segura em suas mãos não somente o destino de Israel, mas do mundo. Cabe a ele cumprir e responder vitoriosamente ao desafio moral do universo. Mas quem é ele? Este sofredor enigmático tem assombrado os estudos dos mestres de Israel durante séculos.

Há evidência considerável de que, tão cedo como o 2º século d.C. e tão tarde como o 17º, havia entre alguns dos rabis um sentido da natureza Messiânica de Isaías 53 (Frederick Alfred Aston, O Desafio das Eras, páginas 14-17). Não se sabe quanta influência a pressão do evangelho tinha sobre o pensamento judaico nesses anos. Mas outras vozes prevaleceram e o ponto de vista que Israel era o servo sofredor de Isaías 53 se tornou autorizado no judaísmo rabínico. Era esta posição que um rabi ortodoxo, amigo meu, tomou alguns anos atrás.

Evidência de que as palavras de Isaías continuam a ser uma carga no judaísmo é encontrada no fato que as leituras modernas na sinagoga dos profetas sempre omitem Isaías 52:12 até 53:12. Nisto, nada mudou desde o primeiro século, quando um nobre etíope, recém vindo de Jerusalém com sua riqueza de sabedoria rabínica, estava tão perplexo por este grande capítulo como sempre: "Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro?" (Atos 8:34). Os rabis entenderam o poderoso rei Messiânico prenunciado nos Salmos 2, 110 e Isaías 9:6-7, mas ficaram desconcertados pela figura agoniada do Salmo 22 e o servo sofredor de Isaías.

Mas como podem estas palavras, que falam tão claramente de uma única personagem, descrever a nação de Israel? Pode ser Israel retratado como um sofredor inocente? (53:4,5,8,9,12). Isaías descreve-a como "nação pecaminosa, povo carregado de iniqüidade..." (1:4) e como um povo sobre quem Deus derramou "o furor da sua ira" por causa dos seus pecados (42:24-25).

Tem sido Israel um sofredor voluntário, um sofredor calado? (53:7). Tem Israel sofrido em redenção amorosa pelos pecados dos outros? (53:4-6, 8, 10-12). Fazer estas perguntas é respondê-las.

Não deveria surpreender-nos que o Servo Sofredor de Jeová deixasse perplexos e confusos os antigos estudantes do Velho Testamento, ou tenha sido "desprezado e rejeitado" quando saiu das páginas de Isaías para a História. O que ele foi e o que fez nunca poderia ter sido imaginado nem previsto por uma nação e um mundo em que "cada um se desviava pelo caminho". Ele estava destinado, verdadeiramente, a ser um Cristo espantoso.

por Paul Earnhart

"É ‘o Servo Sofredor’ de Isaías 53 uma profecia sobre Jesus?"

 "É ‘o Servo Sofredor’ de Isaías 53 uma profecia sobre Jesus?"

Talvez a maior de todas as profecias messiânicas no Tanakh (as Escrituras Hebraicas/o Antigo Testamento) sobre o advento do Messias judeu seja encontrada no capítulo 53 do profeta Isaías. Esta seção dos Profetas, conhecida como o "Servo Sofredor", tem sido por muito tempo enxergada pelos rabinos históricos do Judaísmo como falando do Redentor que um dia viria a Sião. Aqui está uma amostra do que o Judaísmo tem tradicionalmente acreditado sobre a identidade do "Servo Sofredor" de Isaías 53:

O Talmude babilônico diz: "O Messias, qual é o seu nome? Os rabinos dizem: o Estudioso de Aflições, assim como se diz, 'verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido...'" (Sinédrio 98b).

Midrash Rabbah Ruth diz: "Uma outra explicação (de Rute 2:14): Ele está falando do rei Messias; 'Achega-te para aqui,' aproxima-te para o lugar real; e ‘come do pão', isto é, o pão do reino; e ‘molhe no vinagre o teu bocado’, isto se refere aos seus sofrimentos, como se diz: 'Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades’".

O Targum Jonathan diz: "Eis que o meu servo Messias prosperará; ele será exaltado, elevado e será extremamente forte."

O Zohar diz: “‘Ele foi ferido pelas nossas transgressões’, etc... Há no Jardim do Éden um palácio chamado de Palácio dos Filhos da Doença; o Messias entra então neste palácio, e convoca cada enfermidade, cada dor e cada castigo de Israel; todos esses vêm e repousam sobre ele. E se ele não tivesse aliviado esse peso de Israel e colocado-os sobre si, não haveria nenhum outro homem capaz de suportar os castigos de Israel pela transgressão da lei: e isso é o que está escrito: 'Certamente nossas enfermidades ele carregou’".

O grande (Rambam) Rabi, Moisés Maimônides, diz: "Qual seria a forma do advento do Messias.... erguer-se-á um que ninguém conhecia antes, e sinais e prodígios que testemunharão sendo realizados por ele serão as provas de sua verdadeira origem; porque o Todo-Poderoso, quando nos declara a sua mente sobre este assunto, diz: ‘Aqui está o homem cujo nome é Renovo, e ele sairá do seu lugar e construirá o templo do Senhor’ (Zacarias 6:12). Isaías fala da mesma forma da época em que ele se manifestará, sem conhecer-se pai nem mãe ou a família, Ele surgiu diante dele, como renovo e raiz de uma terra seca, etc... nas palavras de Isaías, ao descrever a maneira em que essas coisas lhe são reveladas, para ele os reis fecharão a sua boca; pois viram aquilo que não lhes tinha sido dito, e o que nunca tinham ouvido entenderam."

Infelizmente, os rabinos modernos do Judaísmo acreditam que o "Servo Sofredor" de Isaías 53 talvez se refira a Israel, ou ao próprio Isaías, ou mesmo a Moisés ou outro dos profetas judeus. Mas Isaías é claro - ele fala do Messias, como muitos antigos rabinos concluíram.

O segundo versículo de Isaías 53 confirma essa clareza. A figura cresce como "um renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca." O renovo brotando com certeza é uma referência ao Messias e, na verdade, é uma comum referência messiânica de Isaías e outros lugares. A dinastia davídica era para ser cortada no julgamento como uma árvore derrubada, mas Israel tinha a promessa de que um renovo surgiria do tronco. O Rei Messias era o que brotaria.

Além de qualquer dúvida, o "Servo Sofredor" de Isaías 53 refere-se ao Messias. Ele é altamente exaltado e diante do qual os reis fecharão a boca. O Messias é o renovo que surgiu da caída dinastia davídica. Ele se tornou o Rei dos Reis. Ele forneceu a expiação final.

Isaías 53 deve ser entendido como se referindo à vinda do Rei Davi, o Messias. O Rei Messias foi profetizado para sofrer e morrer para pagar por nossos pecados e depois ressurgir novamente. Ele serviria como um sacerdote para as nações do mundo e aplicaria o sangue da expiação para purificar aqueles que acreditam. Há apenas Um a quem isso pode estar se referindo -Jesus Cristo!

Aqueles que o confessam são os Seus filhos, Sua descendência prometida e os despojos da Sua vitória. Segundo o testemunho dos apóstolos judeus, Jesus morreu por nossos pecados, ressuscitou, ascendeu à mão direita de Deus e agora serve como o nosso grande Sumo Sacerdote que nos limpa do pecado (Hebreus 2:17; 8:1). Jesus, o Messias judeu, foi o previsto por Isaías.

O rabino Moshe Cohen Ibn Crispin disse: "Este rabino descreve aqueles que interpretam Isaías 53 como uma referência a Israel como aqueles que abandonaram o conhecimento de nossos Mestres, e inclinaram-se de acordo com a 'teimosia de seus próprios corações', e da sua própria opinião; tenho o prazer de interpretá-lo, de acordo com o ensinamento de nossos rabinos, sobre o Rei Messias. Esta profecia foi proferida por Isaías por ordem divina com o propósito de dar-nos a conhecer algo sobre a natureza do futuro Messias, o que estava por vir e libertar Israel, e sobre sua vida, do dia em que chegou discretamente até o seu advento como um redentor, a fim de que se alguém surgisse afirmando ser o Messias, pudéssemos então refletir e olhar para ver se podemos de fato observar nele qualquer semelhança com as características descritas aqui; se houver alguma semelhança, então podemos acreditar que ele seja o Messias nossa justiça; mas se não, então não podemos fazê-lo."
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